quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Município acéfalo?
Prefeito exonerou 289 comissionados, incluindo secretários municipais, que foram convidados a continuar na pasta sem remuneração...
Infelizmente é real em Ceará-Mirim/RN.
Prefeito exonera 289 comissionados
“Não há quem consiga fazer milagre”
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Boa votação praticando o voto bom - 2010!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O APAGÃO
Após problemas no Sistema Interligado Nacional, que envolveram o centro de carga Sudeste/Centro-Oeste, o país assistiu a desligamentos automáticos do sistema de transmissão que vincula Foz do Iguaçu a Tijuca Preto, e do sistema de transmissão e sub-transmissão dos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, isto é, um blecaute atingindo 18 Estado brasileiros. Os meandros desta questão tão interferente no cotidiano de cada um de nós revelam dois cenários de reflexão.
No primeiro, em curto prazo, destaca-se a necessidade de se estabelecer um processo de gestão que não apenas reconheça que a geração de eletricidade se desenvolve em uma ampla cadeia integrada de produção, mas que estabeleça mecanismos mais eficientes que acompanhem a operação e o desempenho de cada segmento de composição da cadeia de energia elétrica, onde uma Usina como a de Itaipu representa apenas um agente do segmento de produção, e somente chegará aos domicílios através de interações com os segmentos de transmissão (ponto nevrálgico do apagão de ontem) e de distribuição. No segundo, em longo prazo, evidencia-se mais uma vez o despertar para uma releitura da matriz ene rgética brasileira, que apesar da manutenção de seu perfil hídrico, poderia diversificar possibilidades estratégicas através de fontes alternativas, que reduzissem a responsabilidade do sistema hídrico, o que poderia, inclusive, representar uma redução da emissão de gases poluentes oriundos das hidrelétricas brasileiras.
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*Pós-Doutorando pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) da Universidade de São Paulo (USP) e Doutor em Desenvolvimento Socioambiental e Mestre em Planejamento do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Pará.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Mais uma morte "antes da hora"!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Da África para o Brasil!

Não vamos falar da crise do Sarney! Não!!! Vamos dar isso a mesma atenção que o referido Senador deu ao Brasil enquanto Presidente, ao seu estado de origem enquanto mandatário (Maranhão) e ao atual estado em que atua (Macapá), ou seja, vamos mudar de assunto.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Existe alguma crise com as escolas e os jovens?

Por Patricia Mendonça (Doutora
O levantamento foi feito em 267 municípios com mais de 100 mil habitantes. O quadro é assustador. No Brasil 46% das mortes dos adolescentes são por homicídio! Outros 25% são por causa naturais, e 23% por acidentes. Foi calculado o IHA, Índice de Homicídios na Adolescência, e o valor médio do IHA para os 267 municípios pesquisados é de 2,03 adolescentes mortos por homicídio antes de completar os 19 anos.
No ranking da violência da população jovem, destacam-se Foz do Iguaçu, na liderança, seguida de Governador Valadares e Cariacica. Entre as capitais, Maceió e Recife aparecem nos primeiros lugares.
Sem perspectivas na maior parte dos centros urbanos, a criminalidade acaba sendo um caminho quase natural de muitos jovens.
Isto nos leva evidentemente a nos indagar coisas do tipo: Por quê não investimos mais em educação? Por que não damos mais oportunidades a estes jovens?
Bem, tenho convivido com jovens nas salas de aula onde leciono. Talvez não seja uma amostra muito significativa, já que as instituições de ensino superior em que trabalho servem a jovens de classe média e média alta.
Mas, também acompanho de perto relatos de amigos que convivem com jovens em situação de exclusão, na qualidade de educadores, como minha mãe, que é professora de uma escola pública em Salvador, ou outras amigas, que são monitoras de projetos culturais ligados á profissionalização e complementação educativa, em ONGs,
Olhando mais de perto, talvez possam existir algumas similaridades.... Há uma grande inquietação entre os adolescentes na sala de aula.
Eu, que nem sou tão velhinha assim, fico pensando aqui com meus botões, como eles conseguem assistir aula, falar ao celular e ouvir os ipods ao mesmo tempo? Uma pergunta similar que minha mãe se faz na sua escola estadual lá em Salvador.
Além de me indignar com o fato de não receber a atenção que achava que deveria merecer como professora na sala de aula, fico também indignada com o fato de que, no relatório publicado pelo UNICEF e companhia, há a estonteante informação de que em cada 1000 brasileiros, 2 vão morrer assassinados antes de completar 19 anos!
E mais ainda, este estudo apareceu e sumiu na mídia com a mesma velocidade, sem que a opinião pública pudesse dar o devido espaço para a sua reflexão. O espaço era todo de Sarney, políticos corruptos e companhia.
Por fim, coloco aqui, então, minhas reflexões e indagações.
Algo parece estar fora do lugar com as instituições educacionais! Será que o mundo mudou e a escola não? O Marcelo Tass (do grande CQC!) observou que basta chegar na periferia e ver que as lan houses se multiplicam e que os jovens todos andam com pen drive pendurado no pescoço, virou sinônimo de status! Certamente passam quase o mesmo tempo, ou mais, na lan house, que na escola. Não deixam de atualizar seu Orkut nem um dia sequer! Marcelo Tass, queria acrescentar que também vi este fenômeno numa cidade de 20 mil habitantes no interior da Bahia.
E pensamos tanto em melhorar a educação e garantir o futuro de nossas crianças. Ocorre que depois elas crescem, tornam-se adolescentes, passam a desgostar ainda mais da escola e amar ainda mais o computador. Será que temos dado a devida atenção a eles? Quais são as políticas voltadas para a juventude que temos hoje?
Alô alô governantes e educadores, será que este seria um dos caminhos?
sexta-feira, 24 de julho de 2009
O vendedor ambulante e o garrafeiro: crises diferentes?
A população local parece habituada com isso e para parte significativa dela tal acontecimento é motivo de comemoração, porque há um real incremento na
renda familiar de muitos, tanto por meio das atividades do mercado formal, quanto do informal, como lembra dona Vânia, moradora do bairro do Barreiro: “Esses meses de feriado já ajudou muito a gente. Ajudou a levantar minha casa, graças a Deus”. Porém isso não é uma característica somente de Salinópolis (PA-BR), pois tal “fenômeno” ocorre em tantos outros lugares no Brasil e no mundo que, com certeza, guardam suas belezas e peculiaridades econômicas e sociais.

Ao andar pela orla incrementada deste município encontrei um vendedor ambulante parado, protegendo-se dos raios do sol, vendendo água, refrigerante e cerveja. Logo pedi uma água pra refrescar-me do calor de aproximadamente 38º e perguntei como andavam as vendas. Com um olhar preocupado ele disse:
“Tem menos gente que no ano passado e tô vendendomenos também. Tá pegando! Essa crise pegou o pessoal que tem grana e que vem pra cá. Como eles não tão gastando eu num tô ganhando. Tomara que ela passe logo, porque daí melhora pra todo mundo daqui, né?”.
Sendo assim, é interessante pensar que os impactos da crise não podem ser generalizados para todos os lugares como querem alguns setores da mídia, mas podem ser relacionados com diversas situações. Ao observar a reação do Garrafeiro (último post de nosso BLOG), que se encontra praticamente no mesmo patamar financeiro que o ambulante, as suas convicções e idéias quanto à crise parecem ser distintas. Isso pode ser reflexo de vários aspectos, dentre eles os lugares e as situações que vivem, a atuação de seus governos locais, sua relação com a família, entre outras coisas.
Bem, parece então que, o que é possível generalizar nessas conversas, seria a não generalização dos efeitos da crise que pode nos mostrar várias facetas da sociedade em que vivemos e a reação das pessoas que a compõem como, no caso do Garrafeiro e do Vendedor Ambulante. Mas, fica a pergunta para o leitor que nos acompanha: o que seria possível generalizar em ambos os casos? o que teriam em comum? em que medida há responsabilidade do Estado (Executivo, Legislátivo e Juduciário) para ambos os casos? outras perguntas...
Boa reflexão para os comentários!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
A crise do Garrafeiro

Hoje inauguramos uma série de Posts sobre a Crise. Acompanhe, critique e escreva para o BLOG!
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Por Henrique Heidtmann Neto (Este post contou com a ajuda e reflexão crítica de Fábio Storino, que não é garrafeiro).
Seriamente estamos falando de uma crise cíclica ligada diretamente aos mercados financeiros. Bem, se olharmos a história recente, em 1929 tivemos a primeira delas, o que levou muitas nações a uma derrocada jamais imaginada. Entre a crise de 1929 e a atual tivemos outras crises dentro deste contexto, mas com um ciclo previsível de queda e reparação, independente dos impactos. Em suma, já sabemos que um dia esse tipo de crise vai ocorrer novamente!
Por outro lado, temos outra crise que não é cíclica e antecede a primeira de 1929 e que penaliza a maioria da população mundial, qual seja: a crise social. Esta semana fui andar em um bairro de uma grande cidade da Amazônia, que fica aos arredores de uma universidade pública. Parei pra tomar um cafezinho em uma padaria, paguei a conta e, ao sair, encontrei um homem, de bermuda, sem calçado e sem camisa (em função do sol forte, talvez) empurrando um carrinho cheio de garrafas com um mastro pendurando vários sacos com algodão doce. Aquele homem troca algodão doce por garrafa. Na Amazônia as pessoas o chamam de Garrafeiro, uma ocupação comum na periferia.
Aproximei-me dele, falei um “bom dia” e logo de imediato puxei assunto perguntando pra ele sobre a crise. “E a crise?” Sabe a resposta? “Qual crise? A da televisão ou a que eu vivo todo dia?” Como uma pessoa muito simpática que era ele continuei a conversa e ele, resumidamente me disse: “pra encurtar a conversa: eu vou no posto e o médico que devia chegar as 7h só chega meio-dia! Eu vou pro pronto-socorro e não tem lugar pra ser atendido! Na escola não tem carteira pro meu filho sentar!”
Eu preciso dizer mais alguma coisa? Bem, acho que a crise do Garrafeiro nunca passou!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Revoluções Silenciosas -> As Escolas Municipais do Campo em Araraquara.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Revoluções Silenciosas -> Projeto Bibliotecas Comunitárias
A primeira matéria foi escrita por Lara Simielle que apresenta o projeto Bibliotecas Comunitárias.
Por Lara Simielle*
O Instituto Ecofuturo, por meio do Programa Ler é Preciso, realiza o projeto das Bibliotecas Comunitárias, em parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Este projeto visa incentivar e fortalecer a articulação entre os atores sociais das comunidades a partir de suas participações na implementação do projeto. Atualmente, 75 Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso foram implantadas, em sete estados, atendendo a um público estimado de 825 usuários/mês em cada biblioteca. Entre os patrocinadores estão: Avon, CSN, CRVD, FCA, Holcim, Philips, Politeno, Suzano Petroquímica, Suzano Papel e Celulose, Oi Futuro, JHSF, Telefônica e Satipel. As Bibliotecas são implantadas, prioritariamente, em locais com baixo Índice de Desenvolvimento Humano
(IDH), altos indicadores de violência, e que possibilitem o estabelecimento de parcerias, preferencialmente dentro de escolas públicas, com a contrapartida de que sejam abertas à comunidade. O projeto oferece acervo de mil títulos, sendo 30% do acervo decidido junto com a comunidade, equipamento de micro-informática para gestão do acervo e cursos de formação para agentes promotores de leitura e auxiliares de biblioteca (80% formado por professores), com o objetivo de disponibilizar conhecimento para a organização e para a implementação de ações que promovam a leitura e tornam a biblioteca viva.
Neste ano serão implantadas 10 bibliotecas, uma delas em Belterra, no Pará, em parceria com o Programa Saúde e Alegria.
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* Lara é Mestra em Administração Pública e Governo pela FGV-EAESP e atualmente trabalha no Instituto Ecofuturo, no Projeto Bibliotecas Comunitárias do Programa Ler é Preciso. Para saber mais clique aqui.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Reação de Hugo na Venezuela!
"A expulsão de representantes da ONG de direitos humanos Human Rights Watch do território venezuelano revela não apenas a já conhecida dificuldade de Hugo Chavez em conviver com eventuais críticas dirigidas ao seu governo, como também pode representar um novo obstáculo para a ação das entidades que se articulam na cooperação internacional em defesa dos direitos humanos, sobretudo se governantes de outros países resolverem seguir o receituário chavista. Convêm lembrar que a Human Rights Watch realiza esse mesmo trabalho em diversos países e que inclusive já denunciou o Brasil por violação aos direitos humanos, o que descaracteriza uma suposta armação do ´imperialismo norte-americano´ como quer fazer crer o governo da Venezuela".domingo, 13 de abril de 2008
Células Tronco e a raiz da questão!

Não há nenhuma questão antiética em fazer pesquisas com fetos, se é que posso chamá-los assim. Alguns cientistas e religiosos defendem a tese que a vida começa na fecundação, e por isso o Superior Tribunal Federal deveria barrar a Lei de Biossegurança, aprovada pelo Congresso em 2005, a qual garante que embriões congelados há mais de três anos, com autorização dos pais, podem ser estudados pelos pesquisadores.
Essa idéia de que a vida começa na fecundação é completamente infundada, se baseada na teoria que a vida humana só é considerada quando há atividade cerebral, mas o embrião só passa a ter o cérebro ativo com mais de catorze dias de vida. Sem contar que o material em questão jamais terá alguma chance de viver, uma vez que já estão congelados há muito tempo, se não utilizados em estudos e provavelmente serão jogados no lixo.

Jogar no lixo a única esperança de curar algumas doenças não será uma atitude ética. Diversos países já adotam esse meio de tratamento. Por que não o Brasil? Caso o STF desaprove a Lei da Biossegurança, só a elite terá acesso ao tratamento e, conseqüentemente à cura, pois é certo que procurarão tratamento no exterior. Em um país onde as condições de saúde não são das melhores, temos que nos agarrar a oportunidade que temos de fazer esse setor tornar-se democrático.
Não há a menor dúvida de que, mais uma vez, a igreja queira interferir em questões de suma importância governamental e populacional. Com todo respeito aos religiosos, mas já saímos da Inquisição faz tempo. Imaginem se a camisinha fosse proibida como a igreja queria? Provavelmente viveríamos em uma geração de aidéticos e outras tantas doenças sexualmente
transmissíveis. Infelizmente, ainda hoje, a ciência é vista como inimiga da religião. Ambas deveriam andar de mãos dadas, a ciência revolucionando para que a vida humana seja melhor, e a igreja instruindo os fiéis como tirar melhor proveito disso.Até quando continuaremos privando pessoas de levarem uma vida normal, por questões até então morais, mas que por outro lado já passaram a ser imorais faz tempo? Se Deus deu a sabedoria ao homem, por que não utilizá-la?
O STF deverá votar essa Lei em breve. Que Deus ilumine a cabeça dos nossos ministros!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Políticas de conservação da natureza: quem é quem?
Em Resgatando a Natureza, Marcus Colcherster escreve sobre a legitimação dos direitos consuetudináros em unidades de conservação (UC). Iniciando relata que mesmo com o conhecimento científico e a ação de entidades conservacionistas, ainda permanece a idéia da natureza separada da humanidade. No passado, a natureza era vista como o mal, a brutalidade da qual a civilização deveria se apartar. Contudo, esta percepção mudou. A natureza passou a ser o mundo não corrompido pelo homem civilizado. O homem selvagem, o homem não maligno, imaculado, não corrompido pelo homem branco. A natureza passou a ser o refúgio, o resgate da condição não corrompida, escape para os males da civilização, para recreação do espírito humano. Criaram-se então os parques nacionais que vieram a influenciar os padrões globais de conservação, defendidos então pelos chamados conservacionistas. O mundo selvagem passou a ser reverenciado como refúgio da biodiversidade que precisava ser preservada na qual o ser humano não era incluso, mas era o seu principal algoz. Nesta concepção, surgiram UC para manter o ser humano impactante longe da biodiversidade a ser preservada. Nestas áreas as populações residentes eram forçosamente retiradas, reforçando desigualdades sociais, furtando seu direito de propriedade bem como dos saberes vivenciados naquele ambiente. As áreas protegidas impuseram visões de elite sobre o uso da terra que resultaram na alienação das terras comunais em favor do Estado. A visão conservacionista pretensiosa era a de hegemonia ocidental, desrespeitando outras construções culturais por outros povos, que possuíam visões bem diferentes de relação com a natureza. A construção histórica de uma população está relacionada com a sua interação na paisagem, na natureza. Os conservacionistas começaram então a perceber que os planos de manejo ambiental não dariam certo se as dimensões sociais fossem ignoradas e marginalizadas. As políticas de conservação até então eram introduzidas por pessoas de fora e legitimadas em alianças com o Estado.
Muitos têm argumentado que as sociedades tradicionais (Índios, Quilombos, ribeirinhos, etc.) vivem em plena harmonia com o seu ambiente, e por isso detêm as melhores formas de manejo dos recursos presentes. Este argumento inclusive é usado pelas próprias comunidades para resguardarem seus direitos. Mas é um equivoco achar que elas detêm uma ética conservacionista ou que o manejo por elas impetrados jamais degradarão o meio. Até porque tais comunidades com o passar do tempo absorvem novas tecnologias, o que altera suas relações com o meio em vários aspectos. As comunidades tradicionais possuem regras e costumes que muitas vezes são bem diferenciados daqueles que compõe o universo conservacionista. Assim pesquisadores precisam assessorar ações de manejo em áreas onde estas populações estão assentadas, mas jamais substituí-las em suas decisões. Auxiliar na organização das mesmas e no sentido de constituírem uma autoridade central que dialogue com instituições externas.
Poderia discorrer muito mais no pensamento de Colcherster, porém finalizando prefiro deixar algumas inconclusões... no dialogo com populações tradicionais, seria então uma batalha a busca de um consenso pois, em beneficio de quem os recursos devem ser conservados?Quem terá o poder de contestação?Quem teria a autoridade de manejar de forma prudente e em beneficio das gerações futuras?
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O lado bom da Desigualdade Econômica: será o diabo tão feio quanto se pinta? (Parte 2)
Neste país os trabalhadores de alta renda são fortemente tributados, e o Estado, realmente compromissado com a igualdade, distribui esta renda sob a forma de serviços, como educação, saúde, programas de complementação de renda, seguro desemprego e tudo mais que um welfare state exemplar deve fazer. Os muito ricos podem chegar a ser tributados em 95% de suas rendas (Clique aqui e conheça o caso de uma escritora cuja alíquota de imposto certo ano chegou a 102% !!!). O valor arrecadado desta camada muito rica é distribuído socialmente, por exemplo, entre desempregados, inclusive para os que não conseguem se adaptar a exercer qualquer tipo de trabalho, e preferem ficar surfando na Espanha. Logicamente nem todas as formigas querem sustentar cigarras, e acabam imigrando para paises menos vorazes.
Mas, neste nosso processo de pensarmos sociedades com diferentes comportamentos em relação à desigualdade, não podemos nos furtar de imaginar um terceiro país.
crescimento econômico do país, e dificulta a redução da pobreza. O esgarçamento do tecido social diminui a coesão da sociedade e aumenta a exclusão e a criminalidade. Além de tudo, gera-se um incalculável custo de oportunidade devido ao não aproveitamento do potencial de trabalho de milhões de jovens que constituem a grande massa de desempregados.Portanto, é o diabo tão feio quanto se pinta?
Muitos autores, principalmente dentro da linha do liberalismo econômico, entre os quais eu destacaria o prêmio Nobel de economia de 1974, Friedrich Hayek, acham que não. Uma sociedade que busque a igualdade a qualquer custo tira o incentivo do cidadão lutar para progredir, podendo prejudicar sua eficiência econômica.
A desigualdade é para a sociedade como a ambição e a vaidade são para os indivíduos. Uma pessoa extremamente ambiciosa não mede esforços para atingir seus objetivos, prejudicando os que estão ao seu redor e a si mesma. Outra, sem nenhuma ambição, pode ficar o dia todo vendo tevê, só esperando seu Bolsa Família no final do mês. Aquele sem vaidade pode descuidar até de sua higiene pessoal, enquanto o vaidoso demais se torna um narciso.

Uma sociedade sem desigualdade mata o incentivo de trabalhar, enquanto outra, muito desigual, prejudica o desenvolvimento econômico e social do país.Assim, o diabo é tão feio quanto ele o é, nem mais, nem menos. Se adotarmos políticas econômicas equivocadas no afã de resolver a questão da desigualdade, podemos prejudicar a eficiência econômica do país sem resolver a questão social.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
O lado bom da Desigualdade Econômica: será o diabo tão feio quanto se pinta? (Parte 1)
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Abaixo a educação!

Na era do reality show, vale tudo pra aparecer. Para os bem sucedidos, um convite pra posar na Playboy ou na GMagazine e no bolso um milhão. Por mais estranho que isso possa parecer, o anseio por aparecer a qualquer custo não está mais restrito ao mundo das futilidades, mas também na imprensa, setor o qual supostamente o conteúdo importa.
Nessa toada, alguns articulistas não têm medido esforços. Em seus artigos escolhem com maestria conexões com recônditos da mentalidade humana, impulsionados por um certo clima de mesmice que paira no cenário nesses tempos de estabilidade nacional. Colocando-se como visionários, dão nova roupagem a dilemas que ainda habitam mentes refratárias que não superaram certos paradigmas, mesmo após o fim da Guerra Fria.
São exemplos de profissionais exímios que circulam pela nossa nada concentrada e democrática mídia de altíssimo nível. São hábeis na arte de confeccionarem artigos escancaradamente tendenciosos e burlescos, que uma rápida aula de filosofia chamaria a atenção para a inexistência de premissas como a dialética e o espírito crítico mais básico.
Falando em aula, Gustavo Ioschpe tem se dedicado a escrever sobre o tema educação nos seus últimos artigos na Revista Veja, vociferando seu ódio contra os professores – segundo ele uma abordagem bastante inovadora – já que estes seriam os grandes responsáveis (culpados), e não vítimas partícipes de uma situação maior, verdadeira tragédia nacional, como todos nós, medíocres, vimos inocentemente acreditando. Fomos e somos apenas manipulados pelo espírito corporativista e pelos sindicatos, assim como a população alemã o fora pelos nazistas e os cubanos o são por Fidel, como nos alerta.
De forma leviana, acusa nas entrelinhas e, se dizendo apenas querer “gerar dúvidas” para que sejam revistas “visões sedimentadas”, subliminarmente sua narrativa conduz o leitor à conclusão que o grande problema da educação é um ato de (má) vontade e, porque não, da personalidade intrinsecamente vil dos professores, sujeitos os quais o auto-interesse se coloca acima dos da nação. Manipula estatísticas, fazendo uso da “matemagia” e explicita seu conhecimento enviesado sobre o tema através de generalizações absurdas e construções inconsistentes.
No entanto, o articulista parece estar bastante estimulado, tamanha a indignação que tem causado, gerando um elevado número de comentários de leitores e internautas (tem conseguido a concordância de alguns também, é bom que se diga...). Ou seja, está chamando a atenção e não me surpreenderia se logo, logo, o articulista aparecesse na capa da GMagazine.
Provavelmente não entendo tão bem a educação nacional quanto Ioschpe. Talvez por isso meu lema atual seja “abaixo a educação!”. Para o bem dos pobres e da nação, torço para que ela saia de moda o quanto antes para que “especialistas em educação”, como se intitula o referido articulista, vão procurar outro tema para entreter as mentes órfãs de Paulo Francis desse país. Disse Montaigne que “os que tentam corrigir os males da nossa época com idéias que estão na moda, só porque estão na moda, corrigem a aparência viciada das coisas, mas não o fundo delas, que piora sempre”. Então, quando todo esse modismo passar, continuarão os mesmos professores “ruins” de sempre, por 30 ou 40 anos lecionando, vendo entrar e sair de cena especialistas, tecnocratas e toda ordem de profissionais titulados que observam a vida pela janela do “planeta do ar-condicionado”.
Em tempo, não se trata de fazer uma defesa ingênua de categorias profissionais como a dos professores. Freqüentei suficientemente “salas de professores” e posso fazer uma lista que superará em muito os argumentos de Ioschpe. Apesar disso, não me privo do direito de esperar que sobre temas tão relevantes se estabeleça um debate digno de ser chamado de “inteligente”.
* Oswaldo Gonçalves Jr., Doutorando em Administração Pública e Governo pela FGV-SP. Ex-professor, hoje leva uma vida luxuosa numa praia paradisíaca do Caribe cercado de belas mulheres e drinks alucinantes. E-mail: osgoju@yahoo.com.br
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Prática da corrupção: ninguém está olhando!
Penso que o mesmo ocorre com a famosa corrupção na política, a idéia é de que “ninguém está olhando”, ou talvez “não acontece nada aqui no Brasil” , a famosa impunidade.
Pergunto: o ideal seria ter sempre a presença dos pais para que os filhos não aprontem? Ter uma polícia mais efetiva nas ruas para que os bandidos não roubem? Os professores devem dobrar a atenção para que os alunos não colem? Deve haver um acompanhamento maior por parte da população e uma política mais severa para punir os corruptos?
Estas alternativas poderiam diminuir estes problemas, entretanto, resolveriam apenas parte do problema, pois o ideal seria que os filhos fossem comportados, que os alunos estudassem para as provas, que houvesse trabalho para todos, que não existissem ladrões e que os políticos fossem honestos por natureza.
Tudo isso são ideais, um pouco ou muito diferente do real. Quando falamos do real, falamos das nossas imperfeições, limitações e quando falamos do ideal, falamos de princípios.
De que forma podemos diminuir a distância entre o real e o ideal? Acredito que primeiro passo consiste na reflexão destes ideais e perceber como estes princípios podem tornar a nossa vida mais justa, o segundo passo depende de cada um de nós, ou seja, de nossas atitudes.
Você poderá sugerir outros passos para diminuir esta distância, escreva!!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Políticas e ações públicas inovadoras para 2008!
Que tal começarmos 2008 com espírito inovador? Mostraremos, nesse primeiro post, quatro experiências de uma forma diferente de se fazer Gestão Pública com Cidadania. Para os mais chatos e detalhistas, que entendem que público é uma palavra exclusiva do Governo ou do Estado, deixamos claro que o sentido que empregamos aqui é outro, ou seja, palavra que pode abranger prefeituras, sociedade civil organizada, etc. E como isso não é uma tese, mas apenas um humilde espaço jornalístico, vamos ao que interessa:
1 - Plano Municipal Integrado de Segurança Pública (Estado de São Paulo)Informações mais detalhadas sobre o projeto podem ser coletadas na Rua Conde do Pinhal, 2017, no município de São Carlos – SP, ou pelo telefone (0XX16)3362-1045, ou pelo site http://www.saocarlos.sp.gov.br/, ou ainda via e-mail: gabinete@saocarlos.sp.gov.br
2 – Projeto Saúde e Alegria (Estado do Pará)

A ONG atua em 150 comunidades ribeirinhas que habitam nas margens do rio Tapajós, que margeia os municípios de Santarém, Aveiro e Belterra no Estado do Pará, totalizando aproximadamente cerca de 30 mil pessoas, que recebem atendimento médico e odontológico. Para saber mais sobre o Projeto, clique aqui ou acesse o site do PSA.
3 – Piraí Digital (Estado do Rio de Janeiro)4 – Programa Gestão Pública e Cidadania – PGPC (Brasil)
Que 2008 seja um ano de muitas inovações para a sociedade brasileira e mundial!



